26 de junho: PRF no combate ao tráfico de drogas

O dia 26 de junho foi a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1987, como o Dia Internacional de Combate às Drogas. O uso de drogas é um mal social em todo mundo, assim como o tráfico desse tipo de ilícito. Milhões de pessoas e famílias são impactadas negativamente seja pelo consumo ou pela prática criminosa em si.

Aqui no Brasil, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), cumprindo sua missão institucional de enfrentar a criminalidade, vem somando resultados positivos ao longo dos anos e tornando-se uma das frentes protagonistas de combate às drogas. Às vésperas do 26 de junho, o órgão dialoga sobre políticas públicas antidrogas e ressalta, em números, os impactos negativos do seu trabalho na outra ponta: no crime organizado.

Como órgão federal de segurança pública, a PRF atua nos mais 70 mil quilômetros de rodovia federal do país, muitas delas rota do crime, rota do tráfico. Desse modo, o enfrentamento ao tráfico de drogas e, claro, aos crimes a ele relacionados se dá da fronteira, com os principais países produtores de entorpecentes, ao litoral, “atacando” a principal estratégia logística das organizações criminosas: o transporte de ilícitos por vias terrestres.

O combate à criminalidade faz parte da rotina PRF, desde as abordagens no serviço ordinário à operações temáticas nacionais e regionais. Ao apostar na estratégia de orientar o policiamento com informações de inteligência policial, a instituição vem acompanhando a crescente estatística de apreensões de drogas. Só este ano, mais de 300 toneladas de drogas foram tiradas de circulação.

Às vésperas do Dia Internacional de Combate às Drogas, a instituição registra sua segunda maior apreensão de maconha da história. A ocorrência se deu na noite desta quarta (24), em Naviraí, no Mato Grosso do Sul, onde policiais rodoviários federais flagraram o tráfico de 25,7 toneladas de maconha escondidas em veículo de carga. (Saiba mais clicando AQUI)

O recorde de apreensão desse tipo de droga aconteceu no último dia 20 de maio, em Iguatemi /MS, quando foram tiradas de circulação 28 toneladas da droga durante ação conjunta da PRF e Polícia Federal. (Clique AQUI e confira os detalhes da maior apreensão de maconha da história da PRF)

Em uma transmissão ao vivo em rede social @prfoficial, na manhã desta quinta (25), sobre a apreensão das 25,7 toneladas de maconha, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, parabenizou a PRF e reforçou o compromisso de valorizar os bons profissionais e fortalecer as instituições. “Nosso trabalho é não dificultar o trabalho de vocês e oferecer meios para que a PRF continue sendo esse orgulho nacional que tem sido”, disse o Ministro.

Aliado ao emprego do serviço de inteligência, a instituição vem cada vez mais investindo em tecnologia, capacitação e integração com outros órgãos, o que tem conferido inovação e qualificação das ações de norte a sul do Brasil. Um trabalho desenvolvido por um efetivo cada vez mais especializado. Somado às ações dos policiais do serviço ordinário, o emprego de agentes do Comando de Operações Especiais (COE), das equipes especializadas nas regionais, do policiamento aerotático e do Grupo de Operação com Cães têm se mostrado um diferencial no enfrentamento ao tráfico de drogas dentro e fora das BRs.

 

Combate em números – Em 2020, a Polícia Rodoviária Federal no combate ao tráfico de drogas apreendeu 288 toneladas de maconha e 14,4 toneladas de cocaína, o que gerou um impacto negativo ao crime organizado de R$ 288 milhões e R$ 1,8 bilhão, respectivamente.

A ideia é enfraquecer a estrutura logística e financeira do crime organizado. Para isso, crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes também entram no foco da PRF. O contrabando de cigarros incentiva o roubo de veículos e gera receita para o tráfico de armas. O armamento, por sua vez, é utilizado na garantia de segurança e domínio territorial das organizações para o tráfico de drogas, que tem o contrabando de cigarros também como meio de arrecadação.

Impondo entraves nesse ciclo criminoso do tráfico de drogas, a PRF, ainda este ano, apreendeu mais de 65 milhões de maços de cigarros contrabandeados, levando um prejuízo de R$ 327 milhões aos contrabandistas. A “conta” dos criminosos envolvidos em roubo e receptação de veículos ficou desfalcada em R$ 243 milhões, consequência da recuperação de 3.742 veículos nesse período. No total, o prejuízo dado ao crime organizado foi de mais de R$ 2,6 bilhões.

Em 2019, a PRF tirou de circulação mais de 324 toneladas de maconha e 24 toneladas de cocaína. Cerca de 111 milhões de maços de cigarros não chegaram a ser queimados por consumidores e 7.069 veículos deixaram de circular estando com registro de roubo ou furto. Os prejuízos aos componentes do ciclo criminoso do tráfico de drogas tende a ser cada vez maiores, especialmente se for levada em consideração as estatísticas do órgão de 10 anos atrás.

Em 2001, foi flagrado o transporte em rodovias federais de 17 toneladas de maconha e 285 quilos de cocaína. Foram apreendidos ainda 4,7 milhões de maços de cigarro fruto do contrabando e 2.219 veículos foram recuperados. Motivados pelos avanços, neste Dia Internacional de Combate às Drogas, a PRF reafirma o compromisso de promover a segurança, nele incluído o enfrentamento ao tráfico de entorpecentes, nas rodovias federais e fora delas.

 

Linha do tempo –  Os dados da Polícia Rodoviária Federal não deixam margem para dúvidas quanto ao avanço da instituição no combate aos tráfico de drogas no país. Especialmente de 2019 até os dias atuais, o órgão consegue enxergar marcos que apontam uma “virada de jogo” entre a força policial e o crime organizado.

De 2009 a 2018, a instituição registrou uma média de apreensão mensal 13,8 toneladas de maconha e 647 quilos de cocaína, dando um prejuízo de R$ 11,3 bilhões às organizações criminosas. Dez anos depois, mais precisamente nos anos de 2019 e 2020, as estatísticas de apreensões de maconha e cocaína tiveram um incremento de 175% e 271%, respectivamente, desfalcando os criminosos em mais de R$ 5,4 bilhões. Nesse período recente, foram tiradas de circulação uma média de 38 toneladas de maconha e 2,4 toneladas por mês. O prejuízo estimado das organizações criminosas, entre os anos de 2009 e 2020,  é de R$ 16,8 bilhões.

Apesar de nem ainda ter se encerrado o primeiro semestre de 2020, a PRF já registrou um importante marco no enfrentamento ao tráfico de drogas. Somente na atual gestão,  nos meses de maio e junho (até o último dia 24), o quantitativo de maconha e cocaína apreendido superou, respectivamente, em 284% e 12,8% a média mensal de apreensões dos 16 meses anteriores. Nos últimos dois meses, a média de apreensão de maconha foi de 101,7 toneladas, enquanto que nos meses anteriores o registro foi de 26,4 toneladas/mês. Já com relação à cocaína, a média mensal subiu de 2,1 toneladas para 2,4 toneladas da droga.

Esses resultados e as diversas frentes de trabalho da PRF no combate ao tráfico de entorpecentes foram pauta da cerimônia de encerramento da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, ocorrida na manhã dessa sexta (26) no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Clique AQUI e confira outras informações do evento que contou com a participação do Ministro André Mendonça e do Diretor-Geral da PRF, Eduardo Aggio.