Cooperação transfronteiriça é aprovada em Reunião de Ministros de Interior e Segurança do Mercosul

Proposta, que prevê a perseguição transfronteiriça entre os países membros, foi apresentada inicialmente pela Polícia Rodoviária Federal em julho de 2018 durante reunião de Chefes de Polícia do Mercosul, em Assunção, Paraguai

A medida foi aprovada nesta sexta-feira, 9, em Montevidéu, no Uruguai, durante a 42ª Reunião de Ministros de Interior e Segurança do Mercosul e estados associados. Os ministros do bloco aprovaram a proposta do governo brasileiro, um arranjo inédito que vai permitir a continuação de uma perseguição policial mesmo após o ingresso dos criminosos em território de países vizinhos.

O objetivo da proposta é aumentar a cooperação entre as polícias da região e diminuir a sensação de impunidade e fragilidade das fronteiras.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, falou da importância da integração das polícias para combater o crime organizado e sua internacionalização, o que considera uma ameaça à democracia e à soberania nacional.

“O Brasil teve aprovada pelos ministros de Segurança e Justiça do Mercosul a sua tese de que nós poderemos perseguir criminosos do Brasil nos países do Mercosul, e vice-versa. Isso quer dizer que não vamos dar quartel ao crime organizado, às facções, aos bandidos que causam preocupação e, sobretudo, violência no Brasil, estejam eles no nosso território ou nesses países”, afirmou Raul Jungmann.

O Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal afirma que “a aceitação de uma proposta  Hot Pursuit – apresentada pela PRF e encaminhando-se para se tornar uma realidade de cooperação entre instituições de segurança pública, mostra um pouco das diretrizes da nossa instituição: cooperação e indução de políticas de segurança pública”.

A partir da aprovação de hoje, a Comissão Técnica do Conselho de Ministros de Interior e Segurança do Mercosul e Estados associados vai elaborar um projeto com base nos pontos acordados hoje. A expectativa é de que o documento seja apresentado na próxima reunião do Conselho, prevista para acontecer em 2019, na Argentina, quando o acordo deverá ser formalizado.