Operação em conjunto da PRF, PC, BM, PRE e RF prende integrantes de quadrilha de falsificação e venda de cigarros no RS

Esquema usava haras de criação de cavalos para disfarçar atividade ilegal

Estima-se que o grupo movimentava cerca de 1 milhão e meio de reais por semana, causando prejuízos fiscais e sanitários incalculáveis, já que não recolhia impostos e fabricava cigarros sem as mínimas condições de higiene. Uma investigação policial iniciada há cerca de dois meses e comandada pela Polícia Civil, que contou com a ação coordenada dos serviços de inteligência da PRF, PC, BM, PRE e RF identificou um grupo criminoso sediado no MS, que atuava na falsificação de cigarros.

No final da quinta-feira (18), em Lajeado, três pessoas foram presas, sendo um casal, que fazia as vezes de batedor, e o condutor de um caminhão que transportava 420 caixas de cigarro, correspondente a 210 mil maços. Um dos presos, um homem de 36 anos, que usava documentos falsos, era foragido do presídio de Sarandi desde 2019 e atuava como uma espécie de “gerente gaúcho” da organização criminosa. A quadrilha usava diversos haras para a criação de cavalos no RS para disfarçar a movimentação financeira milionária.

Na manhã desta sexta-feira (19), como sequência das investigações da Delegacia de São Luiz Gonzaga, foram coordenadas buscas em haras, galpões, empresas e residências em diversas cidades do RS, tais como Canoas, Nova Santa Rita, Caibaté, São Borja, entre outras.

As investigações apontam que esse esquema de venda e fabricação de cigarros falsificados é comandado por uma organização criminosa sediada no Mato Grosso do Sul, que também explora o tráfico de drogas. Com os foragidos foram obtidas provas que reforçam ainda mais essa linha de investigação.