PRF apresenta balanço anual com diminuição expressiva de acidentes, destacando a redução de 22% das mortes nas rodovias federais da Bahia em 2018

O ano de 2018 se destacou com os menores índices desde 2000, ano em que se iniciou a computação de dados de acidentes nas rodovias federais pela PRF na Bahia.

 

Acidentes – Comparação 2017/2018

2017: 4.527                                                          2017: 3.449                                                                        2017: 1.122                                                                                 2017: 583

2018: 3.412                                                        2018: 3.145                                                                      2018: 1.022                                                                               2018: 453

                                                                                                        

– 24,63 %                          – 8,82 %                                     – 8,92 %                                      – 22,30 %

acidentes                      feridos leves                             feridos graves                                  mortos

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou uma queda de 22,30% das mortes nas rodovias federais da Bahia ao longo de 2018. De acordo com o levantamento foram registrados 453 óbitos no local do sinistro em 2018, contra 583 em 2017.

O número é o mais baixo dos últimos 18 anos. Até então, o ano menos violento havia sido o de 2017, quando 583 mortes foram contabilizadas. O pico de vítimas fatais ocorreu em 2012 (850).

Estamos nos aproximando da meta proposta pela ONU – redução de 50% das vítimas fatais em dez anos (2011 a 2020). Na Bahia, em 2010, foram registrados 813 vítimas fatais nas rodovias federais. Quando comparado aos números de 2018 (453), a PRF na Bahia já atingiu a redução de 45% no número de vítimas fatais.

O número geral de acidentes também contabilizou uma redução de 24,63%. Enquanto em 2017 ocorreram 4.527 acidentes, em 2018 foram registradas 3.412 ocorrências dessa natureza, 1.115 a menos quando comparado com período anterior.

No universo de acidentes, há aqueles que são considerados graves, pois as suas consequências ultrapassam a esfera de bens materiais e atingem a integridade física das pessoas, ocasionando-lhes ferimento grave ou morte. Também nesse quesito observou-se redução em 2018, saindo de 1.179 em 2017 para 1.058 (10,27%) em 2018.

Retração parecida também é constatada no total de pessoas feridas (leves e graves). Em 2018, tivemos 4.167 feridos em decorrência dos acidentes, 404 a menos do que em 2017, quando 4.571 pessoas se machucaram nas ocorrências. Portanto, uma redução de 8,84%.

Perfil dos acidentes

As principais causas presumíveis dos acidentes que resultaram em vítimas fatais no ano passado, verificada pelo policial no local do acidente, foram: falta de atenção do condutor; velocidade incompatível; falta de atenção do pedestre; desobediência às normas de trânsito; ultrapassagem indevida; e ingestão de álcool.

Analisando os tipos de acidentes em que resultaram em mortes, os cinco mais registrados foram: colisão frontal (33,33%); atropelamento de pedestres (16,11%); saída de pista (12,80%); colisão transversal (8,61%); e colisão traseira (8,61%). No tipo de acidente colisão frontal morreram 151 pessoas em 2018.

Já o tipo de acidente que mais ocorreu em 2018 foi o de saída de pista, correspondendo a 15, 18% dos acidentes, seguido de colisão traseira (13,72%); colisão transversal (12,60%); colisão frontal (11,99%); e colisão lateral (11,66%).

Aproximadamente 50% das mortes ocorreram no período noturno e durante a madrugada (horário compreendido entre às 18h e 06h, com seu ápice no intervalo entre 18h às 19h, em que foi registrado 12,40% dos óbitos.

Os dias da semana os quais se concentraram o maior número de acidentes com vítimas fatais, foram: domingo (21,85%); segunda-feira (16,33%); sábado (15,01%); e sexta-feira (14,35%). Em relação aos acidentes totais, 16,85% ocorreram no sábado, seguido por domingo (16,53%); sexta-feira (14,74%); e segunda-feira (14,75%).

As BR’s 101 (29,80%), 116 (25,16%), 242 (13,02%), 324 (9,27%) e 110 (5,96%) concentraram o maior número de vítimas fatais dos acidentes ocorridos em 2018.

Análise trechos críticos

Ao analisar as rodovias do estado por trechos de 10 Km, podemos verificar quais os locais com maior número de acidentes graves e mortes, elencados por meio de dados estatísticos e considerados pontos críticos.

Os trechos críticos tornaram-se prioridade na distribuição do efetivo para ações pontuais de prevenção e repressão, para a redução das mortes e lesões decorrentes de acidentes de trânsito.

 

Resultados obtidos

Economia aos cofres públicos de R$ 80.060.205,54 com acidentes evitados e vidas salvas em 2018

A Polícia Rodoviária Federal fiscaliza cerca de 10 mil quilômetros de malha viária na Bahia.

Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) apontam um aumento de quase quatro milhões de veículos de 2017 (96.790.495) para 2018 (100.746.553). Só no estado da Bahia a frota totaliza 4.139.107 veículos. Apesar do crescimento acelerado da frota nacional de veículos a cada ano, o balanço aponta uma redução significativa no total de acidentes, feridos e mortos.

A PRF tomou novos rumos, mapeando os dados estatísticos e, ao mesmo tempo, promovendo uma readequação na metodologia de fiscalização e controle.

Segundo o IPEA o custo de cada acidente com vítima fatal é de R$ 664.821,46; R$ 96.747,79 por acidente com vítima; e R$ 23.498,77 acidente sem vítima. Dessa maneira os acidentes evitados e as vidas salvas em 2018 geraram uma economia de R$ 80.660.205,54 para o estado da Bahia.