“PRF na Bahia é um case de sucesso por ter uma gestão estratégica, participativa e democrática bem consolidada” diz Superintendente Regional em entrevista sobre a Copa América 2019

Quando se trata do legado deixado pela atuação no grande evento, dois pontos foram ressaltados: o fortalecimento da integração das forças de segurança pública e o avanço em tecnologia.

O Superintendente Regional, Virgílio de Paula Tourinho, falou sobre a importância da preparação do efetivo e um bom planejamento, sobre os desafios, os ajustes e o legado deixado pela Operação Copa América, em um bate-papo que retrata também a sua vasta experiência em liderar a PRF no estado baiano nas atuações em grandes eventos.

1. Mais uma vez a PRF teve uma participação direta e fundamental em um grande evento. Qual a sua avaliação da atuação da PRF na Bahia durante a Copa América?

– Foi tudo perfeito! Ressalto a importância do planejamento e alinhamento das ações para o sucesso da operação. A experiência adquirida durante outros grandes eventos, como o Rio + 20 e a Copa das Confederações, proporcionaram a expertise necessária para encaixar os pontos corretos, tais como o funcionamento das equipes, a forma e o momento de atuação.

2. A PRF na Bahia já atuou em outras edições de grandes eventos que foram realizados no Brasil. Para o senhor, qual foi o diferencial nesta operação?

A “cereja do bolo” da Operação Copa América foi a implementação de coordenações isoladas para cada atividade. Esse foi o grande diferencial que proporcionou uma maior segurança em relação ao êxito da operação. A escolha das coordenações, compostas por pessoas de vasto conhecimento sobre cada tema, foi de fundamental importância para o alcance do resultado esperado.

3. Como o senhor avalia a sua equipe e a missão por ela executada na Copa América?

A atuação da equipe foi 100%. Claro que teremos alguns pequenos ajustes para os próximos eventos. Mas, olhando como um todo, o planejamento foi muito bom e a execução fantástica! As equipes chegaram ao estado com antecedência e os policiais de outras regionais, bem como do interior da Bahia, participaram de uma ambientação.  E isso proporcionou um conhecimento prévio sobre as áreas que iriam operar, as dificuldades que seriam encontradas, dentre outras vertentes. Além disso, outro importante ponto para o bom desempenho das equipes foi o nivelamento do conhecimento, a fim de que todos os envolvidos executassem de forma linear as ações propostas.

4. O efetivo da PRF/BA mostrou que está preparada para grandes desafios. Mas para o senhor, o que ainda é preciso melhorar/amadurecer?

Pequenos ajustes sempre são necessários, pontos que muitas vezes não podemos prever ou estimar, como quantidades de viaturas, aparatos da parte de logística e também algumas questões ligadas ao cuidados com o servidor, por exemplo a importância em se encontrar hospitais que atendam cada plano de saúde, para permitir definição prévia para onde seria encaminhado caso ocorresse algum incidente com o servidor. Também, a necessidade de trazer para os coordenadores tudo que foi feito nas operações passadas, detalhando tudo que já ocorreu e com um olhar apurado baseado nos últimos relatórios, se preparar e cuidar para não repetirmos os mesmos erros.

5. Durante o evento, policiais de outras regionais foram convocados para a missão na Bahia. Como o senhor enxergou a integração entre os colegas PRFs de outras regionais e o efetivo baiano?

Nos preocupamos em realizar uma ambientação com os colegas convocados antes do início da Operação, e isso fez com que efetivo de fora se integrasse melhor com os policiais da regional.

6. Para o senhor, qual o legado da Copa América para a PRF na Bahia?

A Operação proporcionou um maior fortalecimento da integração das forças operacionais e órgãos apoiadores. Desde a Copa das Confederações que a Bahia vem se destacando quanto ao quesito integração, e a cada novo grande evento percebe-se avanços, que é extremamente importante para o êxito da operação. Atualmente é algo que acontece naturalmente. Outro legado deixado por essa operação foi a implementação do rádio digital, que além de proporcionar uma comunicação mais eficiente, oferece outras possibilidades, como por exemplo a gestão de acionamento que nos permite otimizar os recursos humanos melhorando o tempo de resposta às ocorrências.

 7. Na sua visão, a que se deve o sucesso da PRF na Bahia?

A PRF na Bahia vem sendo considerada um case de sucesso por ter uma gestão estratégica, participativa e democrática bem consolidada. Todos opinam e são ouvidos, e o planejamento pode a qualquer momento ser ajustado. Trazer os servidores para dentro do planejamento, de forma sistêmica, faz com que cada um se sinta parte do processo e dê o seu melhor para a eficácia da gestão. E foi por causa dessa forma de administração, pela participação efetiva de todos, que as nossas operações estão tendo excelentes resultados e o nosso planejamento tem funcionado muito bem.